Predicados

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Conversa de wc. Neste grandioso dia, trazido da terra do Tio Sam (não tenho nada contra), o que é que uma e outra íam fazer de agradinho para as suas caras metades. Parece que estou perante um déjà vu. Aguardo, o que será que vai sair daqui. Jantarinhos. Pois é. Parece que aquelas almas não têm andado a comer pelo resto das suas penadas vidas, pois hoje chegou o grande dia. E melhorado. Inquirida a minha pessoa, sobre o que eu iría fazer, encolhi os ombros e subi a sobrancelha, pelo que levei de remate Oh filha assim não vais longe. Ora a questão, é que eu também não quero ir para longas distâncias. Mas para a cozinha, nem pensar.
 
 

Já não se aguenta!

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É da praxe: Ano Novo, mensagem de austeridade. Que mais vão tirar? Já raparam no nosso salário, a devolução do IRS, os dias feriados, as baixas médicas. Querem que nos arrastemos a trabalhar até à idade da cova, rebentaram com tudo o que era pequena e média empresa e ofereceram à Troika a visibilidade do (in)cumprimento do que é ter palavra de Tuga. Pedem sacrificios e nós entregamos o coiro. Já não há cintura que aguente tanto jogo, andamos todos de boca aberta com o ar que nos falta e a mim, o que me abre a boca, é que olho ao redor e pergunto-me para onde foram os que tiveram a vontade de mudar um dia este País, numa noite de Abril... (devem ter emigrado, como nos foi sugerido...)

Desertificação

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Nunca fui  muito neste virtual mundo, de andar a correr as capelinhas, mas de quando em vez, havía um e outro espaço que me davm um especial gosto na visita prazeirosa que lhes fazía, sem obrigação do retorno, do cumprimento ou galanteio ou apreciação critica. Era puro entretenimento. E de qualidade. Com o aparecimento do facebook foi a debandada total. Vá lá perceber-se o que é que a blogesfera tem a ver com a facebookera. No fundo são tudo ondas, manias, saltos. Da blogmania passou-se para facebookmania e quem não está, está out, traduzindo passou de moda. O que para mim, é péssimo, pois perdi a minha leitura e isto está, que dá para ouvir-se o eco da minhas teclas.
 
 

Ciao!

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Quase de férias, quase de partida, tudo preparado, malas feitas (pouca bagagem que é para atestar no destino, está bom de ver), reservo-me a silêncios ou apenas a esquivos monossílabos quando não há outra escapatória, perante o costumado interrogatório velado sobre o paradeiro de minha pessoa neste interregno laboral. Mas nem mesmo assim desistem, lá voltam ao assuntozinho, como dizem, pois que gostam de inhos, coisa que abomino, até que perco as estribeiras e alto e bom som, revelo que vou ver gajos. Gajos??? Sim! Gajos estrangeiros, que os de cá já se viu. Pegam-se, defendem o macho luso (que eu muito prezo e prefiro, mas só quero que me dêem sossego!), puxam os homens para o seu lado e eu, finalmente livre, arrasto os sapatos e piro-me das suas confusões.
 
 

Saltos, há muitos seu palerma!

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Fã incondicional dos 7cm., que dão um incremento à inspiração e o nível absolutamente necessário para pôr os os idiotas mais salientes no sitio que merecem, além de e fundamentalmente me darem prazer a mim mesma, fui recentemente surpreendida pela agradabilíssima sensação de umas balerinas. Vulgo, sabrinas. Não só o conforto de todo o plano do pé agarrar o contacto do solo, mas igualmente a segurança do passo, o descer e subir, arrisco: uma pequena corrida. E a elegância! Nuns artelhos finos, a perna alonga-se e quase se imagina que há por detrás um salto fininho e bem alto a elevar o gémeo. Mas não, é tudo raso. Ora no dia em que me estreei neste calçado, não houve saloio e saloia que não se achasse com direito a botar opinião. Que eu aguentei. Isto é uma democracia. Mas dizerem que eu estava a entrar na idade e os joanetes já não davam para os saltos... Ah, essa não!



Ano Novo, medo antigo

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Tchin tchin a moi, hurra a mim que aqui cheguei!!!. Isto não está para palhaçadas. Este Ano tenrinho vai ser um osso duro de se lhe meter os beiços, que dos dentes há que poupar, os protésicos estão pela ruas da amargura e os brasileiros da profissão tiveram que fechar as portas ao fim de (muuuitos) anos a limpar os bolsos à malta derretida pelas novelas das 9h00 e foram-se para paragens mais quentes. Por aqui um frio de Janeiro, à antiga com sabor dos que se espera deste mês em que os afoitos se atiram à água e mentem a dizerem roxos, que estava óptima e não custou nada. (este post foi escrito depois da garrafa vazia. Mas era uma D.Perignon. Não deixa nódoas).